terça-feira, 2 de outubro de 2012

Abandonar o Barco


...enquanto é tempo.

Lamento, meus caros, mas esta afigura-se-me como a única opção inteligente nesta altura, neste país patético.

Patético porque uns quantos patetas julgaram que alguém haveria de solidariamente financiar pacificamente os nossos vícios, como se de filhos mandriões que não querem sair da casa dos pais nos tratássemos. Patético porque ao invés de estarmos hoje a discutir para o que deve servir o Estado, e tentarmos fazer com que este seja sustentável com qualidade para o essencial, ainda estamos a discutir se devemos gerir empresas e todo o tipo de devaneios com os impostos que nos asfixiam, se devemos subsidiar "cultura" e foguetório ao ritmo imposto por um qualquer autarca sebento quando falta dinheiro para aquecer as nossas casas e, até, para pôr comida nos pratos dos nossos filhos, ou se devemos optar pelo jota-boy do lado ao invés do jota-boy do momento para gerir a nossa desgraça....

Não há saída possível, este país é intelectualmente e moralmente insolvente.
Ou melhor, há!
Países a sério por esse mundo fora não faltam, e muitos de nós, tradicionalmente, sempre foram lestos a percebê-lo. Por isso, portugueses competentes e sérios, não temam, e rumem para paragens mais meritocráticas. Nada pode correr mal, ou pior que neste antro condenado à miséria. O valor é melhor apreciado onde existam olhos interessados em discriminá-lo do resto.

Isto dito por um privilegiado funcionário público com contrato "vitalício" com o Estado (ainda que os contratos com o Estado valham o que se tem visto...), ansioso por vislumbrar um oportunidade para libertar o seu privilegiado poiso a algum "afortunado" sucessor, enquanto se vai esforçar para oferecer uma vida melhor aos seus filhos, noutro país que não seja de "faz de conta".

Darei mais novidades quando estiver a salvo disto tudo....

5 comentários:

Shubi disse...

E assim aumentamos as exportações... Mas de ouro, depauperando ainda mais este pobre pais.. :(

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Meritocracia? Isto vindo de uma classe profissional que encerra as portas e que tem pavor às leis da procura e da oferta no que toca à concorrência profissional - o que acontece em todas as profissões - dá para chorar a rir. Habituaram-se a atender velhinhos iletrado, que faziam vénias salazarentas aos doutores...um pouco ridículo, convenhamos. Alberto Cruzadas.