terça-feira, 17 de abril de 2007

Engenharias

Fala-se muito da licenciatura do nosso Primeiro.
Esclarecimento inicial: nunca votei PS, e até entrar em funções este 1ºministro, por quem eu aliás não dava nada, nunca tinha sequer concebido tal eventualidade....
O fulano fez um percurso de carreirismo político? Sim, mas tal como tantos outros, que nunca conheceram nada da sociedade civil visto de um prisma outro que o da assembleia da República.
O fulano é Bacharel, a Licenciatura é duvidosa, com processos manhosos de equivalências em escola nocturna etc.... Caramba, mas vivemos em países diferentes, ou estamos todos em Portugal, onde qualquer analfabruto campeão das circulares das tasquinhas e entusiasta das bebedeiras das fitas consegue ser engenheiro ou doutor disto e daquilo?
Será que começou um Era de rigor académico e ninguém me avisou?
Ou seja, isto no fundo é um fait divers, em que a intelectualidade queque mais uma vez se pode entreter a malhar num chico esperto de um país que ela, claramente, não entende, com os ideários de um país que, obviamente, não existe.
O único proveito disto tudo é o do chico esperto ter eventualmente desenvolvido tiques de elite, e agora sentir-se desdenhado pela risada colectiva. Fraco proveito, e sádico, mas não desdenho que possa ser bem salutar para muito boa gente.
Seja como for, nada disto obsta ao eventual bom trabalho desenvolvido, às eventuais capacidades em fazer uma boa legislatura (como já não se vai tendo há muitos anos), ou seja, à irrelevância da coisa.
Ou não fosse isto Portugal, em que o único critério para se ser ou não engenheiro (e da última vez que saí à rua, há umas horas atrás, ainda era assim...) está em ter-se ou não um Mercedes.
Para o bem e para o mal.

2 comentários:

Shlomo haRofeh disse...

E, como sabe, caro amigo, há empresários do ano que mais mereciam o título de escroques do ano, não fosse o seu pedestal aparentemente inexpugnável. Mas a cada dia que passa, torna-se mais claro que os alicerces dos ditos indivíduos não passam de um castelo de cartas. De pouco serve serem cor-de-rosa, cor-de-laranja ou azual às pintinhas cor-de-rosa - a sua vulnerabilidade pode facilmente emergir pela vontade de um simples cidadão que diga "Basta"! Um abraço e parabéns por este átrio de ideias críticas.

Placebo disse...

Comentário intrigante... :)