segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Erro de "Casting" da Enfermagem em Portugal

A meu ver, a turbulência que se vive nessa classe deve-se a um equívoco.
E o equívoco começou com o aparentemente inofensivo Tratado de Bolonha. Passou a exigir-se-lhes licenciatura, prolongou-se o curso, exigiram-se formação aos bacharelados, criaram-se especialidades, alimentaram-se expectativas. Agora admiram-se que a nova licenciatura exija ser reconhecida (e já agora paga) como tal? Admiram-se que, enquanto licenciados (e especialistas), os enfermeiros estejam a requerer mais competências, relativamente às que tinham dantes?
O tratamento global do doente é competência da ciência "Medicina". Não me interpretem mal, há muita gente comichosa no meio, e por isso passo a explicar. É natural que todo aquele que tem brio em profissões de saúde, que lidam directamente com o doente, procure aproximar-se ao máximo daquilo que poderemos designar como "competência médica". E os enfermeiros são os mais próximos dos médicos nessa "competência". Criam-se cursos, põem-se os profissionais lado a lado, nem que seja à custa de uma formação de 2 semanas mal contadas no caso das VMER's, e, repito, surge a confusão no espírito de certas almas que vêem nisso a evidência de equivalência, ou pelo menos de aparentar de competências.
E daí a querer-se prescrever, e querer-se diagnosticar, vai um passo, não se explicando bem o que se entende por isso, se de facto uma prescrição ou um diagnóstico tal como levei muitos anos a aprender fazer (em formação pré e, sobretudo, pós-graduada), ou se de seguimento autónomo de protocolos simples (do tipo: tem febre: paracetamol 1g se não houver evidência de contra-indicação) e preenchimento padronizado de programas informáticos (tipo "Manchester", com diagnóstico de sintomas, o mesmo é dizer, com registo da queixa do doente e seu agrupamento mais ou menos tosco em grupos nosológicos que se destinam a triagem de prioridades).
Muita confusão reina por aí, e quem anda no meio também não foge à regra.
Ou seja, o "erro de Casting" (do título), ou o equívoco, é que os enfermeiros que realmente são precisos hoje são os mesmos que se precisavam dantes (aqueles do bacharelato). Sem mais competências (ainda que se possam obviamente optimizar muitas delas), para além das que sempre tiveram, e que são muitas e necessárias (correndo o risco de ficar orfãs, nos tempos que correm, ou nas mãos de pessoas sem formação adequada).
Não é preciso "inventar" médicos alternativos, ou semi-médicos. Já há um curso para "clássicos", com formação pós-graduada e tudo, e que julgo ser bastante bom.
Mas enfim, é o que dá fazerem-se "reformas" inúteis, sem se medirem as consequências. Agora, vão ter que lidar com elas, os senhores governantes.
Quem já está a perder com isso tudo são os enfermeiros.
Mas quem vai ficar a perder no final é o doente, pelos motivos aflorados supra.

"Fasciisação" do Ensino

No "meu tempo", era possível a pessoas trabalhadoras, como os meus pais, com calculado sacrifício, pôr os filhos a estudar em escolas públicas onde havia disciplina, bons e maus professores, bons e maus alunos, mas onde se ensinava, e depois aprendia quem queria.
Hoje em dia tenho as minhas dúvidas que as coisas continuem assim, pelo menos de uma forma geral.
Hoje em dia parece-me que se entrou numa espécie de facilitismo do ensino, onde todo e qualquer burro julga ter o "direito" de ter aproveitamento escolar, onde todo e qualquer desordeiro julga ter o "direito" de fazer o que bem entende durante as aulas, perturbando-as e àqueles que até gostavam de aprender alguma coisa.
Mas, e isso é o pior de tudo, quem manda nisto julga ao mesmo tempo ter o dever de conceder esses "direitos" aos animaizinhos, e estes entranham-se lentamente numa lenta cancerização daquilo que, ao invés de facultar formação e ensino a quem quer, inviabiliza que aqueles que não têm possibilidade de fugir deste "sistema" público saiam da bitola social menor dos seus progenitores, perpetuando um ciclo que assim se torna vicioso, e totalmente anti-meritocrático.
Percebam já agora uma coisa, a mim pessoalmente não me chateia nada, pois felizmente tenho meios, e os meus filhos irão, seguramente, para onde tiverem a capacidade de ensinar alguma coisa. Bem vistas as coisas, estarão em franca vantagem competitiva com todos os outros desgraçados que não conseguem (e não falo da minoria que não quer saber disso para nada) fugir desta coisa a que chamam "ensino público", e que muitas vezes apenas serve para entreter pais e crianças com pseudo-aproveitamentos, enquanto na prática incapacita os formandos que, mais tarde ou mais cedo, se confrontam com o seu real pouco valor competitivo.
A razão de ser deste desabafo é que, se fosse hoje, e nas mesmas circunstâncias, eu era bem capaz de não ter conseguido enveredar pela profissão que gosto.
E este Estado, que bem se vê tem sido ao longo dos anos incapaz, incompetente, irresponsável e hipócrita, teria a obrigação de me facultar as condições para eu lhe aceder em igualdade de circunstâncias com os que, à partida, seriam socialmente privilegiados relativamente a mim.
Porque o único dever de um Estado, numa sociedade realmente equalitária e justa, é facultar ensino para todos. Bom ensino, rigoroso, exigente, discriminatório. E não "dar aproveitamento", canudos, licenciaturas ou doutoramentos a todos. Pois, como já disse, aprende quem quer. Ou devia poder aprender quem quer.
Só não percebo é porque é que estas coisas parecem não chatear ninguém....

domingo, 27 de junho de 2010

Homeopatia

Alguns segundos de imagens, que valem infindáveis e infinitas palavras....

domingo, 6 de junho de 2010

Afinal, Sempre é Capaz de Ter Sido Letal...

La grippe A fait une nouvelle victime : l'OMS

Avec un peu plus de 18 000 morts recensés dans 214 pays par l'Organisation mondiale de la santé (OMS), la pandémie grippale due au nouveau virus A(H1N1) a déjoué les pronostics officiels. Elle s'est révélée plus bénigne que ne l'avaient prédit les scénarios les plus optimistes.

Un peu plus d'un an après que la directrice générale de l'OMS, le docteur Margaret Chan, annonçait officiellement, le 11 mai 2009, que les critères pour déclarer une véritable pandémie grippale étaient remplis, une question mérite d'être posée : la principale victime, dans cette affaire, n'est-elle pas l'OMS elle-même ?

Personne ne peut être mis en cause pour n'avoir pas su à l'avance comment se développerait l'épidémie partie du Mexique et des Etats-Unis. En revanche, le soupçon se fait de plus en plus pesant sur l'incapacité de l'institution internationale à maintenir les décisions stratégiques qu'elle a prises sur le niveau d'alerte sanitaire, les traitements et les vaccins contre le virus grippal A(H1N1) hors des eaux douteuses des conflits d'intérêts.

L'annonce du passage au stade de pandémie a ouvert un boulevard à quelques laboratoires pharmaceutiques, qui ont bénéficié d'une véritable manne financière, avec des ventes de vaccins dont les gains sont estimés entre 7 et 10 milliards de dollars.

Comment prendre au sérieux l'argumentaire de l'OMS ? Elle dit ne pas rendre publiques les déclarations d'intérêts que remplissent les experts participant à ses différents comités, au motif qu'elles comportent des informations d'ordre "privé" ? D'autres institutions et agences le font pourtant systématiquement.

Dans un rapport adopté le 4 juin par la commission de la santé de l'Assemblée parlementaire du Conseil de l'Europe, le député britannique Paul Flynn pose un bon principe. Il observe que la situation est caractérisée par une confiance décroissante dans les décisions de santé publique. Dans ce contexte, le souci de protéger certains aspects "privés" du CV des experts auprès des organisations internationales - leur appartenance ou non à un laboratoire, par exemple - ne peut "prévaloir sur le droit de 800 millions de citoyens à être ouvertement et pleinement informés sur les décisions majeures qui pourraient avoir un impact sur leur santé et leur bien-être individuels".

Margaret Chan a nommé un groupe d'experts chargé d'examiner la réponse à la pandémie et la manière dont a été appliqué le Règlement sanitaire international. Ce groupe a commencé ses travaux. Mais ce dont l'OMS a besoin rapidement, c'est d'un sérieux dépoussiérage de ses procédures et de la mise en oeuvre d'une véritable transparence et d'une sanctuarisation de ses décisions à l'égard de toute influence, notamment celle d'intérêts privés. Faute de quoi, non seulement l'OMS aura dilapidé le crédit qu'elle avait accumulé jusqu'ici face aux grands défis sanitaires, mais elle aura laissé le monde sans cabine de pilotage face à une future pandémie, qui ne sera pas nécessairement aussi clémente que l'a été, jusqu'ici, celle de 2009-2010.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Mundial do Tabaco

Ou algo do género....
Asseguram-me numerosas crónicas que as animálias fumadoras desconhecem os riscos do tabaco. Que as animálias devem parar, que se devem incentivar ajudas à cessação, que elas devem ser "dissuadidas" através da restrição dos locais onde se pode fumar, e que devem ver o preço do tabaco ser aumentado, porque como toda a gente sabe, para aqueles mais básicos entre os básicos, só mesmo indo à carteira é que se lhes consegue travar o ímpeto tabágico.
Dizem que fumar menos é "melhor", fumar durante menos tempo ainda melhor é, e que se vai "sempre a tempo" de parar. E que começar tarde, então, é que é o supra-sumo da bicharada. Nunca fumando, deduz-se, chega-se ao Olimpo dos sábios.
Assumem-se também diversas premissas nestes raciocínios todos. O primeiro, desde logo, é que tem que valer a pena "viver mais tempo". E que vale a pena viver mais tempo, ainda que não se possa fumar para o efeito, mesmo apetecendo. Assume-se, acima de tudo, que os fumadores arriscam-se a morrer prematuramente, o que está certo, mas tendo implícita a ideia que os fumadores morrem (ponto). Ou seja, que se pararem, deixam de morrer. Ou morrem "melhor". Assume-se que os fumadores colocam um problema de "saúde pública" a terceiros, e ignora-se que, numa sala destinada a fumadores, os terceiros não são afectados. Assume-se que as doenças que matam fumadores são mais caras à sociedade que as outras causas de morte, mas ninguém estudou tal boato, e a lógica (essa incógnita...) deveria levar a crer precisamente no contrário (poderia discorrer sobre isso, mas não me apetece agora...).
Acima de tudo, as bestas fascistas legisladoras deste tempo que é o meu julgam que, e isso é o que mais polui os meus neurónios nesta história toda, a opinião deles é melhor que a minha acerca daquilo que deveria ser a minha liberdade individual de "poder fumar". Ou seja, dão-se o direito de sugerir, despudorada e publicamente, e depois de agir, no sentido de me impedir de fumar onde quero (e sim, longe de não-fumadores), quando quero, e a um preço minimamente justo (entendendo-se por isso tão só: sem ser violentamente enrabado por estratosféricas taxas de cada vez que compro um maço de tabaco). Julgam que os seus conceitos pessoais de saúde têm que ser os meus. Que as suas ambições de longevidade têm que ser as minhas. Que os meus riscos têm que ser por eles assumidos, e anulados, contra a minha vontade. Julgam que o que eles pensam tem que ter relevância nas minhas opções pessoais, e julgam que tenho a obrigação de nutrir empatia por aquilo que defendem, aderindo sem mais chatices. Julgam, por fim, que tenho que ser disciplinado, se não pelos argumentos, pelo dinheiro que me vão começar (aliás, continuar) a roubar, e quem sabe um dia pela perseguição judicial ou pela exclusão de direitos (ainda tidos como) básicos (e não se riam, pois já se transpôs há muito o limite que tornaria essa assumpção absurda).
Ou seja, com as suas paneleirices televisivas, e as tristes mostras do pestilento conteúdo dos seus infantis raciocínios, posso eu bem. Mas quando começam a entrar pela minha vida adentro, impondo-me comportamentos padronizados em nome de modas que não são as minhas, confesso, começa a irritar....
PS: caro leitor, será que tem conhecimento se posso ter a minha plantaçãozinha pessoal de tabaco no meu quintal, ou isso também já é ilegal?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Parece mentira...

... as doenças maradas que esta gente vai tendo!
É extremamente aborrecido constatar este estado de espírito recorrente, num mente pretensamente esclarecida como a minha. Mas a verdade é que não concebo que eu, um dia, venha de facto a ter lúpus, Stevens-Johnson, linfoma não-Hodgkin, leucemia aguda..., nem sequer diabetes (controlar a glicemia, picando o dedo, várias vezes ao dia? ter cuidado com a dieta? eu?).
Devo confessar que já convivo mal com minha hiper-colesterolemia, através do seguinte pacto: eu ignoro-a e ela em troca vai-me moendo lentamente as artérias. Só pode resultar....
Concebo neoplasias diversas, doenças cardio-vasculares, sou fumador inveterado (e tenho os tais lipidos, que dizem que faz mal...). Isto é, penso nelas (já que conceber, em boa verdade, exceptuando os infelizes presenteados, ninguém conseguirá na plenitude...).
Traquilizo-vos desde já: sou um excelente técnico a diagnosticar, a aconselhar e a tratar estas coisas todas, e muitas mais.
A ideia era mesmo apenas elogiar-vos, doentes crónicos.
Não vos percebo (nem consigo ter verdadeira empatia, como julgo ninguém saudável conseguirá ter), mas admiro a vossa paciência, perseverança e coragem. Em viver pior, e mesmo assim a maior parte das vezes bem.
Espero que seja mais fácil do que parece....

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Apesar de ser bom Marketing...

...lamento desiludir os puritanos, mas essa área está sempre, na "vida real", também ela ocupada.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Já Agora...

... se calhar podíamos aproveitar o presente "momento" para racionalizar meios, raciocinando mais.
Os antibióticos não têm todos o mesmo preço, mas têm muitas vezes a mesma eficácia. Os produtos diversos que se utilizam em meio hospitalar idem, e deviam submeter-se a concurso Nacional (e não em cada Hospital, que assim decide a seu bel-prazer com frequentes misteriosos critérios). A prescrição unidose, por nome genérico de um produto seleccionado pelo Infarmed, não tem que continuar a ser uma miragem.
Entre outras coisas....

Serviço Público

O que é Serviço Público?
Seguramente que não esta "coisa" que se vê no Serviço Nacional de Saúde.
O que se vê no SNS é, no paradigma actual, isso sim o público que o serve a servir-se o melhor que puder.
Já me cansa o colega que não marca consulta de seguimento ao seu doente para de certa forma o "empurrar" para a sua consulta na privada. Já me cansa o colega que não faz mais exames no Hospital para esses sobrarem para a privada, ou porque simplesmente "não lhe pagam mais por isso". Já me cansa o colega que opera 5 no Hospital e 10 em programas de combate às listas de espera, em menor período de tempo se for preciso. Já me cansa o colega que se vende a troco de um passeio de burro na serra, ou de um turismo disfarçado de congresso numa estância qualquer. Já me cansa o colega que nunca tem tempo no Hospital, mas cujo tempo lhe sobra para estar na privada. Já me cansa o colega que vem fazer o favor de colmatar uma "necessidade" na sua especialidade num determinado Hospital, a troco do seu tempo pago a peso de ouro em mal amanhadas consultas e outras absurdas reivindicações laborais.
Pensando melhor, no fundo, o que mais me cansa é a desvalorização dessa maioria invisível que faz funcionar as coisas por gosto, que "fica" e que "faz" porque põe o bem-estar do doente acima do que seria inteligente fazer por mais uns trocos no final do mês. Essa maioria que não é nem nunca será a face visível de um sistema que se está borrifando para os mais elementares parâmetros de real qualidade na prestação de serviços, e mais interessado na contabilidade bacoca daquilo que o nosso esclerosado ministério da saúde usa para depois financiar os serviços e os estratificar. Mais valem 100 doentes corridos numa inútil consulta do que 50 realmente com o seu problema resolvido. Mais valem 50 fúteis e penosos encaminhamentos no atendimento num serviço de Urgência, do que 25 reais soluções aos referidos achaques. Por fim, mais vale um inútil chulo numa especialidade carenciada, que uma real mais valia numa outra mais povoada.
É este, o estado do SNS nos tempos que correm, e o que hoje em dia significa "Serviço Público" no referido meio.
As culpas...? Bem, isso dava aso a muitos outros posts.

sábado, 8 de maio de 2010

Isto, Afinal, Nem É Assim Tão Mau

Pelo menos é a sensação que fica depois de se ver um romeno, destes a trabalhar ilegalmente em Portugal, internado por doença hematológica maligna, com prognóstico fechado.

Não é tão mau, em primeiro lugar porque teve a possibilidade de ver o seu problema identificado. Ficou doente, foi internado, foram-lhe efectuados sem restrições todos os exames diagnósticos necessários, desde análises simples, exames serológicos e culturais para identificação etiológica da sepsia que o atormentava, mielogramas com imunofenotipagem para o diagnóstico definitivo da doença de base. Tudo somado, fica bastante caro.

Não é tão mau, sobretudo porque teve a possibilidade de ser tratado. Só para dar um "cheirinho" muito ao de leve dos valores envolvidos, os anti-fúngicos administrados custam uma quantia próxima dos 1500 euros diários. Um ano, mais coisa menos coisa, de salário médio no país dele. E disse anti-fúngicos. Não disse custos de internamento em enfermaria e UCI, dos restantes antibióticos, do material de cateterização, entubação, ventilação, dos custos dos exames de monitorização diária (imagiológicos, analíticos, ...), da quimioterapia que ele há de precisar se tudo (desejavelmente) correr bem, eventualmente do transplante de medula óssea em unidade hematológica diferenciada....

A família, culta e bem intencionada, veio do seu país para vê-lo, com muito sacrifício financeiro, na fase mais crítica, e com a intenção de o "levar para casa". Perguntaram, ingenuamente, quanto é que "nos deviam". Só consegui sorrir. Resumo este aparte dizendo apenas que, espontaneamente, decidiram deixar o senhor quieto em Portugal por mais uns tempos.

Na Áustria, os anti-fúngicos que usamos não existem para uso Hospitalar. Os que há por lá são substancialmente mais baratos, em troca de efeitos secundários potenciais consideráveis. Em muitos países, um doente assim nem entrava no Hospital, e se por acaso entrasse nunca entraria numa unidade diferenciada (destas que presta cuidados "caros"), muito menos faria exames sequer parecidos ao efectuados aqui. Dos tratamentos já nem falo....

É também por isso que somos (relativamente) pobres. Mas, se fosse só por isso, eu até diria: bendita pobreza!