segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Constatações e/ou Reflexões (Básicas II)

Pode ser mais ou menos acompanhada;
Pode estar mais ou menos rodeada;
Pode ser rápida ou prolongada (está a rimar, mas não é poesia);
Pode ser precoce ou tardia;
Pode ser espiritual ou pragmática;
Pode ser dolorosa ou bem analgesiada.
Mas há uma coisa, na morte não súbita, que é comum a todas as que já assisti na minha vida (e foram algumas...):
-Uma imensa solidão, a agonia da impotência, por essa sempre inesperada traição do corpo.
Pensava que bastava morfina, mas também vou querer propofol.
Tinha dúvidas dantes, mas hoje sei que vou precisar de ajuda.
Penso que a eutanásia acaba por fazer sentido para todos, a dada altura do fim da sua vida. Nem que seja nos últimos minutos.

Reflexões Básicas

Factos e suposições.
Factos:
-Numa casa qualquer de família, não raras vezes, nomeadamente quando o caos, a discórdia e a confusão se instalam entre a criançada, é necessário um reset dos comportamentos mais "desviantes" através da imposição da ordem por parte de uma figura autoritária (neste caso, geralmente, o pai ou a mãe); do género: "ficas de castigo no teu quarto, e nem mais uma palavra!". Vocês sabem....
-Por outro lado, e este exemplo diz respeito a outra vertente da minha vida, no trabalho, chefes "moles" ou demasiado "simpáticos" permitem (sistematicamente) abusos em termos (de falta) de esforço e dedicação na execução das actividades diárias, de pontualidade, e globalmente de qualidade no trabalho; por outro lado, chefes mais autoritários/severos obrigam quase sempre a maior empenho na melhoria de todas estas facetas.
Suposição:
-Se nas nossas casas e no nosso trabalho (unanimemente, ainda que nem sempre reconhecidamente) é salutar e até necessário um certo componente de autoritarismo, porque é que achamos quase todos que um país não carece dele?

domingo, 27 de setembro de 2009

Eleições - Parte II (Legislativas)

Não vou votar.
Pensei no voto PSD (saudosismo de um ideal de governos-Cavaco), no voto CDS (ideologicamente, quando havia ideologia), no voto CDU (o voto inofensivo de protesto, nos dias que correm, em gente com valores, ainda que maioritariamente absurdos e desfasados da realidade), até, imagine-se, no voto PS (o inédito desse sentimento é, no meu caso, puro mérito do governo do Engº/Bacharel/Encartado de forma irrelevantemente ilegítima com uma licenciatura).
Não votarei no PSD porque não difere deste governo (apenas tem uma líder menos patética), com a agravante de não assegurar um governo com a qualidade do que sai agora (com todos os seus defeitos, eu sei, mas também já lá estiveram antes e nunca foram perfeitos...).
Não votarei no CDS porque já não existe.
Não votarei CDU porque julgo que os tempos que correm não estão para brincadeiras de mau gosto.
E não votarei no PS, apenas e só, porque me repugna demais a figura do seu líder (e alguns dos seus acólitos aparelhistas de profissão cujos nomes, higienicamente, nunca me dispus sequer a memorizar), os seus tiques, não de autoritarismo (que por si só não é um defeito) mas de "birrice" (daquela que curto-circuita seriamente a paciência), e todo o manancial mediático que o rodeia e "traveste" de gente segura, firme e capaz. Confesso que se rodeou de gente melhor que ele neste governo. Bem, em nome da justiça das palavras, devo dizer que se rodeou mesmo de alguma gente boa, e não apenas melhor que ele. É por isso fraco motivo esse, para não lhe dar o meu sentido de voto, bem sei, mas eu também não tenho pretenções a ser um Grande Homem....
Fartei-me de pensar, aliás ainda estou a pensar, e acabei por me dar vencido pela maior (boa) lição da Democracia: a minha irrelevância, enquanto unidade de um valor absoluto de meia-dúzia de milhões. Sou assim a modos que a mortalidade da gripe A: irrelevante, desprezível, que não carece de qualquer acção correctiva ou orientadora. Falando em saúde, há que ser rigoroso e dizer que, democraticamente, sou ainda mais irrelevante que aquela (mas a ideia que venho tentando passar oblige a certas metáforas, como compreenderão).
E isso não é falta de civismo, desinteresse na coisa pública ou irresponsabilidade.
É Matemática!
Por fim, a idade ensina-me que não conseguimos perceber muito acerca das áreas que não são as da nossa diferenciação profissional (ou passional, o que para mim está longe de ser o caso). Pelo menos, não conseguimos perceber o suficiente, e já não é mau quando dominamos razoavelmente a nossa.
E, francamente, não consigo perceber quem conseguiria formar o governo que precisamos para evitar a insolvência nacional que se diz estar para chegar, mais ano menos ano. Nem sei se seria possível perceber-se, se algum dos meus concidadãos consegue perceber, se alguém quis explicar, ou sequer se é perceptível e/ou explicável. Se conseguisse, juro que votava.
Espero é que ainda haja vergonha na cara, ou pelo menos medo, e que não se brinque aos governos e ministérios pondo em causa o futuro de milhões, a troco de um emprego ou de miseráveis interesses pessoais, sabendo-se de antemão que se percebe tanto desta poda quanto eu. Receio é que seja uma esperança ténue.
A ideia do post, ainda assim, é parecer despretencioso....

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Anda Tudo Grosso....

"Primeira morte confirmada pelo vírus H1N1 em Portugal!"
Onde é que já viram isto, meus caros leitores?
Nem tenho palavras, e peço desculpas, mas o ridículo da questão afecta a minha capacidade de sarcasmo.
O Homem de 40 e tal anos é transplantado renal há 14.
O que significa uma doença de base grave que o levou à insuficiência renal terminal, com necessidade de suporte dialítico, ou, como se veio a verificar (e talvez posteriormente), de um transplante.
Essa doença de base grave pode ter comprometido pontualmente o rim ou, hipótese de longe mais provável, ser uma doença sistémica que também compromete, só por si, vários outros órgãos, com eventual falência relativa de alguns deles, e de agravamento potencialmente progressivo. Pode ser uma doença sistémica auto-imune, diabetes, uma panóplia delas. A evoluir até à insuficiência renal há mais de 14 anos atrás, e depois disso até aos dias de hoje.
Por ser transplantado está imunossuprimido há 14 anos, com vários medicamentos que lhe comprometem desde sempre a imunidade contra toda e qualquer infecção (bacteriana, viral, ...), aumentando-lhe a susceptibilidade, quer de se infectar, quer da gravidade da infecção ser substancialmente maior.
Ainda por cima, apesar da imunossupressão, verifica-se rejeição do transplante, com todas as complicações que daí advêm.
A imunossupressão por si só, e com esta duração já significativa, leva a complicações próprias e graves (efeitos adversos).
O doente desloca-se do centro onde o conhecem para o país Natal, onde a sua situação clínica não está tão dominada como no local de diagnóstico e seguimento de sempre. Por outro lado, esta "viagem" do doente não teria sido a pedido do próprio, já perante um prognóstico reservado? Por que outro motivo ele se deslocaria em situação tão instável? Ninguém sabe ainda, e quando se souber, ninguém vai ligar.
Por último, o doente vem para Portugal com o diagnóstico confirmado de pneumonia bacteriana, ao qual se acrescenta o de uma infecção com ponto de partida abdominal (renal?), o que, já agora, são patologias graves que ameaçam seriamente o prognóstico vital em qualquer pessoa de outro modo sã (quanto mais imunossuprimida, com doença sistémica grave de base, com complicações da imunossupressão, em rejeição, ...).
Finalmente, um belo dia, alguém lhe pede um teste para um vírus, porque os vizinhos do lado estariam infectados e porque está na moda (o que diz muito do grau de investimento que estava a ser oferecido ao paciente, relembro que imunossuprimido e gravemente infectado). O teste vem positivo. O doente sucumbe.
Mas alguém no seu perfeito juízo duvida, por um segundo que seja, que este homem morreu por causa do vírus H1N1?
Eu, se mandasse nisto, cancelava já as férias a médicos e militares, e declarava a lei marcial.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ei-Lo, Aqui Tão Lindo

H1N1 (fonte: Instituto Pasteur)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fibromialgias

-Então o que é isso de fibromialgia?
-É uma doença em que há diminuição do limiar da dor. Acontece sobretudo em Sras, mas há casos em homens, como o seu.
-Então e porque é que as dores não passam?
-São de difícil controlo, nessa doença.
-Porque é que tudo me faz mal?
-Nem tudo lhe faz mal.... Mas havemos de encontrar a "receita" que o melhora.
-Mas os remédios que me tem dado pouco ou nada de bom me têm feito....
-Às vezes leva tempo.
-Então agora continuo com a duloxetina e a gabapentina?
-Sim. Só vamos subir a dose da gabapentina.
-E essa azia que tenho?
-Ah.... Também tem azia?
-Sim. E essas dores de barriga, às vezes.
-Pronto, mas já fizemos TC ao adbómen e colonoscopia, por isso não temos que repetir esses exames, está tudo bem aí. Vamos então pedir uma endoscopia digestiva alta, que ainda não fez, para excluir doença péptica, ver se tem Helicobacter pylorii....
-Esse exame custa?
-É como engolir um esparguete!
-A sério?
-Não, estou a brincar. É igual à colonoscopia que já fez, só que para ver o estômago, através da boca. Costumam dizer-me que custa bastante menos.
-Menos?
-Sim.
-Mas a mim não me custou nada, até gostei!
-(...) Bem... se não lhe custou nada, digo-lhe já que isso não é nada frequente, mas ainda bem porque...
-Não é que não me custou! Eu até gostei, fiquei muito aliviado!
-(...!)
-Ah, e já agora, tenho uns problemas com a minha namorada, penso que é desses remédios que me está a dar!
-Que problemas?
-Não consigo ficar com "tesão"!
-Porque acha que é dos remédios?
-Dantes tinha!
-E nunca consegue, ou só às vezes?
-Nunca!
-E não quer experimentar alguma coisa, a vez se melhora dessa disfunção?
-Não, deixe estar. Não se pode parar algum destes medicamentos?
-Pode-se, mas a custo de comprometermos o tratamento da dor.
-Depois vê-se. Quando é a próxima consulta?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Voltando ao Holocausto

Casos de gripe CONFIRMADA na Europa, no dia 17/Setembro: 52.057
Casos de morte: 144
Mortalidade (estimativa maximizada): 0,28%
(fonte: European Center of Disease Control)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Não Tem Nada a Ver com Isto, mas...

Um desabafo.
Quem, como eu, segue aquela linha tradicionalista e cómoda de modelo familiar, casando, e tendo filhos, só pode concluir uma coisa: algo correu muito mal no trajecto da evolução das sociedades (da nossa, neste caso).
De uma forma mais ou menos monótona, lá fui estudando muito, tendo boas notas, lá entrei numa faculdade e licenciei-me num curso cuja profissão até tem saída e dá para viver, olhando para a média da restante populaça, razoavelmente bem (em termos de remuneração mensal).
Então começa a estupefacção. Tem-se um filho, e depois, quem toma conta dele?
Se for médico e tiver, além do horário que lhe ocupa o dia regular, mais o acampamento de 24 horas semanal com os amigos num qualquer Serviço de Urgência, e se a sua esposa tiver o mesmo programa de entretenimento, a porca começa a torcer o rabo.
Nos primeiros 4 meses vá lá, alguém está em casa. Depois, começa o cada um por si. Toca a procurar uma ama, ou uma creche, com "horário flexível", em alternativa ao argumento que ninguém parece compreender, e que consiste num suicidário: "lamento informar os restantes "utentes" que estão há horas à espera por uma consulta, mas os meus filhos estão à minha espera com a educadora à porta da creche, e tenho que os ir buscar". Ou informar o chefe de equipa de Urgência que, pasme-se, as educadoras não me ficam com os filhos de noite, e que nesse dia não posso ir além de um terço da minha estadia prevista por lá. Ou pedir ao doente que está a descompensar na enfermaria que faça uma pausa e retome no dia seguinte de onde estamos, por estar com pressa por motivos familiares. Nem declarar game over, e talvez amanhã me despache um bocadinho mais neste, afinal, contínuo processo de formação profissional.
Depois chegam as "férias". Mas férias para quem? As dos meus filhos decorrem num corropio de actividades entrecortadas por rallis citadinos a caminho de outras. Os pais, nem se fala e ninguém quer saber. E há férias de Natal, Páscoa, Grandes, até uns dias no Carnaval e umas pontezitas. Curiosamente, o meu regime de férias, por mais imaginação e desfasamento com a co-progenitora da descendência, não consegue açambarcar o manancial de dias que seriam necessários para alguém lhes dar de comer ao almoço, nesses dias.
Em resumo, os meus filhos são uns desgraçados. Algures entre a avó e a mãe, decidiu-se que todos deviam trabalhar, e eles foram esquecidos pelo meio. Ainda acusam vozes superiores na abstração: "os pais querem que sejam as instituições a cuidar dos seus filhos".
Eu cá, pai declarado inconsciente, contento-me com uma de duas coisas:
1) Não eduquem, mas dêem-me lá uma alternativa a "ninguém" para tratar dos meus filhos naqueles horários que, pelos vistos (e contra as minhas expectativas quando enveredei incialmente pela profissão), tenho mesmo que cumprir;
2) Aceitem os miudos de volta, já que apesar do produto até ser francamente bom, a manutenção com um mínimo de qualidade é-me manifestamente impossível. E assim, o produto acabar-se-á por estragar.
Nunca mais me esqueço do fácies psiquiátrico do administrativo a quem propus a criação de uma espécie de creche nas próprias instalações do Hospital. Até havia uma psicóloga interessada nessa (manifesta) óptima janela de oportunidade de negócio, e as instalações físicas eram mais que muitos. Enfim, digamos que se fosse na Era das EPE's, já eu lá não cantava.... Eram tempos de ingenuidade, esses.
"Adapta-te, pá", estarão a pensar os menos empáticos. Desiludam-se, meus: eu estou totalmente adaptado! As 48 semanais que passo separado da minha cônjuge, por necessidade de desfasamento das nossas Urgências, servem para reforçar o componente de "saudades" que desta forma alimentamos em permanência. A falta de paciência nas saídas de Urgência (de um e de outro) servem para incrementar o "factor disciplina", com imperiais apelos ao silêncio sob pena de defenestrarmos algum, para servir de exemplo, neste caso ao outro. O sono e o cansaço estimulam ao cumprimento do saudável lema de "deitar cedo...". O "cedo erguer" é que se dispensava nos fins-de-semana em que não se está de serviço, mas este não é um mundo perfeito. O auto-didactismo das crianças é estimulado até à exaustão, por falta de paciência. O nosso dinheiro circula, numa redistribuição constante, para as creches e colégios com capacidade para conter os miudos até mais tarde, e recebê-los mais cedo, do que este maravilhoso Serviço Público de Educação que só me leva a concluir que eu, pelo menos, não sou seguramente "público" (o que alimenta a minha convicção de ser, efectivamente, um priviligiado "à margem"). E para as horas extraordinárias da empregada, para as baby-sitter, para os "tempos livres", e para os longos trajectos (combustível + portagens) até às casas de familiares nas alturas de maior desespero.
Eu, com os meus meios e limitações, tal como todas as famílias enganadas por esse Portugal fora, adaptamo-nos.
Não nos venham é com moralismos de merda acerca do que devia ser educar uma criança se faz favor, cambada de frígidos/maricas travestidos de psicólogos, educólogos, pedagogos, políticos e/ou idiotas em geral.
Assim vai o mundo.
As crianças, essas, adaptam-se a tudo, e aceitam esta anormalidade com desportivismo. Nunca conheceram outra realidade, felizmente.
Valha-nos isso....

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Diálogos IX (O Que Conta É a Intenção)

-VMER, aqui CODU, possível paragem cárdio-respiratória no sítio x
-CODU, aqui VMER, vamos a caminho!
(...)
-Dr, por aqui, a minha mãe está mal e o meu filho está a tentar ajudá-la!
-Então, o que é que se passou?
-Ela escorregou, e ficou como morta, estendida no chão!
(Jovem a exercer vigorosa massagem cardíaca numa velhinha)
-(a velhinha) "ai, ai, ai"! (ao compasso das compressões torácicas)
-Deixe estar, amigo, a gente prossegue a partir daqui....
-(o jovem) Ela já está melhor?
-Bem, em paragem já (?) não está! (sorrisos do Enfermeiro)
(2 horas depois, no Serviço de Urgências)
-(o neto, com a adrenalina ainda nos píncaros) Então, o que teve a minha avó?
-Tanto quanto ela nos conseguiu contar, escorregou, bateu com a cabeça e ficou um pouco estonteada, mas não tem nada de muito grave, não tem problemas cardíacos, e fez um TAC crânio-encefálico que não mostrou nada.
-Quer dizer que ela vai ter alta?
-Não, fica internada em Cirurgia por múltiplas fracturas de costelas com Volet costal.

sábado, 12 de setembro de 2009

Diálogos VIII

-Sr x, vai ter que ficar internado em SO, para ver se melhora um pouco antes de seguir para a enfermaria. -Está bem Dr, avise só a minha família, que está lá fora à minha espera, e não tem notícias minhas há que tempos, desde que cheguei aqui.... -A Sra Enfermeira já vai tratar disso tudo, entregar-lhes o espólio, etc. Até já!
(1 hora depois)
-(ainda no corredor da Urgência) Dr, Dr! Então, nunca mais me levam daqui? Sinto-me cada vez pior! -(...) Dê-me só um segundo (no intervalo entre dois doentes).... Sra Enfermeira, então a transferência do Sr x para o SO? -Ainda não tive tempo, isto está complicado e tenho outras coisas mais urgentes para fazer....
(Outra hora depois)
-Dr, paragem nos Directos! -(...) Mas... é o Sr x! Ele ainda estava no corredor? -Sim, e muito queixoso!
(meia hora de reanimação depois)
-Já avisou os familiares? -Do quê? Não, acho que não... Não me lembro.... -É melhor falar com eles. -"familiares do Sr x ao corredor da Urgência" -Então, Dr, o que se passa com o meu pai? -Olhe, é o seguinte, ele ficou internado em SO, e quando se estava à espera de proceder à transferência, fez paragem cárdio-respiratória, e agora terá que ir para a Unidade de Cuidados Intensivos. -Não me diga? Então, e o que é que ele tem? -Ainda não sei, talvez um enfarte, uma embolia, mas agora.... -Dr, o doente parou outra vez!
(30 minutos depois)
-Olhe, lamento informá-la que o seu pai faleceu.