segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Diálogos IX (O Que Conta É a Intenção)

-VMER, aqui CODU, possível paragem cárdio-respiratória no sítio x
-CODU, aqui VMER, vamos a caminho!
(...)
-Dr, por aqui, a minha mãe está mal e o meu filho está a tentar ajudá-la!
-Então, o que é que se passou?
-Ela escorregou, e ficou como morta, estendida no chão!
(Jovem a exercer vigorosa massagem cardíaca numa velhinha)
-(a velhinha) "ai, ai, ai"! (ao compasso das compressões torácicas)
-Deixe estar, amigo, a gente prossegue a partir daqui....
-(o jovem) Ela já está melhor?
-Bem, em paragem já (?) não está! (sorrisos do Enfermeiro)
(2 horas depois, no Serviço de Urgências)
-(o neto, com a adrenalina ainda nos píncaros) Então, o que teve a minha avó?
-Tanto quanto ela nos conseguiu contar, escorregou, bateu com a cabeça e ficou um pouco estonteada, mas não tem nada de muito grave, não tem problemas cardíacos, e fez um TAC crânio-encefálico que não mostrou nada.
-Quer dizer que ela vai ter alta?
-Não, fica internada em Cirurgia por múltiplas fracturas de costelas com Volet costal.

sábado, 12 de setembro de 2009

Diálogos VIII

-Sr x, vai ter que ficar internado em SO, para ver se melhora um pouco antes de seguir para a enfermaria. -Está bem Dr, avise só a minha família, que está lá fora à minha espera, e não tem notícias minhas há que tempos, desde que cheguei aqui.... -A Sra Enfermeira já vai tratar disso tudo, entregar-lhes o espólio, etc. Até já!
(1 hora depois)
-(ainda no corredor da Urgência) Dr, Dr! Então, nunca mais me levam daqui? Sinto-me cada vez pior! -(...) Dê-me só um segundo (no intervalo entre dois doentes).... Sra Enfermeira, então a transferência do Sr x para o SO? -Ainda não tive tempo, isto está complicado e tenho outras coisas mais urgentes para fazer....
(Outra hora depois)
-Dr, paragem nos Directos! -(...) Mas... é o Sr x! Ele ainda estava no corredor? -Sim, e muito queixoso!
(meia hora de reanimação depois)
-Já avisou os familiares? -Do quê? Não, acho que não... Não me lembro.... -É melhor falar com eles. -"familiares do Sr x ao corredor da Urgência" -Então, Dr, o que se passa com o meu pai? -Olhe, é o seguinte, ele ficou internado em SO, e quando se estava à espera de proceder à transferência, fez paragem cárdio-respiratória, e agora terá que ir para a Unidade de Cuidados Intensivos. -Não me diga? Então, e o que é que ele tem? -Ainda não sei, talvez um enfarte, uma embolia, mas agora.... -Dr, o doente parou outra vez!
(30 minutos depois)
-Olhe, lamento informá-la que o seu pai faleceu.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estes Intrépidos Espanhóis...

Los médicos censuran la "alarma exagerada" creada ante la nueva gripe

"El 95% de los casos serán leves y se resolverán como cualquier otra gripe", sostiene la Organización Médica Colegial

"Se está creando una alarma y angustia exagerada en torno a la gripe A". Así de claro y tajante es el enunciado de la nota que este martes ha enviado la Organización Médica Colegial (OMC), que ha querido así contribuir a calmar a la población. La OMC admite que los cálculos de que un tercio de la población mundial resultará infectada por el H1N1 son verosímiles, pero enseguida matiza que "el 95% de los casos serán leves y se resolverán en entre tres días y una semana como cualquier otra gripe".

En un esfuerzo por aclarar la situación que se espera este invierno, el organismo que agrupa a todos los colegios médicos recuerda que "la denominada gripe A es más contagiosa que la gripe estacional [la de todos los inviernos], pero es más benigna y su mortalidad es menor". Por eso, ante una sospecha de que se padezca "deberán seguirse idénticas medidas de prevención y tratamiento habituales que con la gripe de todos los años". "En la mayor parte de los casos los síntomas serán leves y remitirán de forma natural sin necesidad de medicinas e incluso de asistencia médica", informan.

La nota no es un ejercicio de voluntarismo. La organización médica se basa en la experiencia de lo que ha pasado en el hemisferio Sur, donde está acabando el invierno. Hasta la fecha, en esa mitad del mundo ha habido "1.796 fallecidos por esta causa, cuando cualquier gripe estacional de las que pasamos todos los años deja sólo en nuestro país entre 1.500 y 3.000 muertos", afirman. También recuerdan el caso de Estados Unidos, donde ha habido un millón de infectados y menos de 600 muertos.

Los niños no deben vacunarse

Por eso, los médicos insisten en que "está claro que la percepción social que se está teniendo de esta gripe no se corresponde con su nivel real de impacto". Y la organización colegial no ha sido la única. También varias asociaciones de pediatras han indicado a Europa Press su "conformidad" con que no se vacune de manera prioritaria a los niños, ya que esta gripe "les afecta incluso menos que el virus de la gripe estacional".

Los niños son "un grupo con mucha morbilidad pero con una sintomatología leve", dice el presidente de la Sociedad Española de Pediatría Extrahospitalaria y Atención Primaria (SEPEAP), José Luis Canela. Las asociaciones médicas temen que con la alerta creada, las personas no se conformen con pasar la gripe en casa, como hace la inmensa mayoría cada año, sino que acudan a los servicios de urgencias al primer síntoma, y los colapsen.

La OMC también explica que "cualquier mujer embarazada es más vulnerable ante cualquier problema de salud incluida la gripe de cada año", por lo que creen que el miedo que puedan sentir por la nueva gripe "ha hecho saltar unas alarmas injustificadas".

Uma classe médica que não se demite das suas funções de informação cientificamente válida à Sociedade onde se insere. "Contra tudo e contra todos", passe o termo.

Parabéns para eles.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Porcalhices que vêm por bem

A paranoia veio mesmo para ficar, pelo menos até se vacinar uma percentagem significativa da população indígena.
Não querendo parecer cínico, só então se falará em "controlo" da pandemia (que dessa forma, graças a Deus, nunca terá chegado a demonstrar o carácter extremamente letal que se vaticinava nos corredores de alguns ministérios).
Não querendo ainda partilhar a fama de alguns esquizofrénicos "profetas", recorrentes nestas alturas, devo dizer que nisto do marketing, as companhias farmacêuticas não estão mesmo para brincadeiras....
Mas enfim, nem tudo são más notícias.
Aliás, devo dizer, explicando melhor, que são sobretudo tudo boas notícias, paradoxalmente.
Estou pois a antever, nos futuros meses, um "efeito euro 2004 melhorado", e passo a explicar. Dentro do despesismo dos estádios, ficou-nos do euro uma rede de cuidados pré-hospitalares sem precedentes por estas bandas (vulgo "INEM"), que seriam exigência da organização supra-nacional.
O euro lá se acabou (tenha-se ou não gostado dos referidos ritos), mas o pré-hospitalar ficou, dando novo fôlego aos cuidados de saúde, tão depauperados neste capítulo que se encontravam, e que não tinham nenhuma perpectiva de melhorar tão fulgurantemente, não fosse o melhor argumento da organização do evento.
Diria que foram-se os dedos, mas ficaram os aneis....
Agora, diria que o "efeito euro 2004" será "melhorado", porque a referida gripe histrionizante não acarretará, parece-me, despesa acrescida aos cofres públicos, para além daquela que se estão a fazer nas "medidas de contingência" para as "eventualidades" que, pasme-se, nos assolam todos os anos, para surpresa dos nativos. Mas deixemo-nos disso, já percebi que ninguém está interessado em saber que se morre que se farta de "gripe" nesta altura desde sempre.
Voltando ao tema, o que vai ficar mesmo, no SNS de todos nós, são moderníssimos aparelhos para detecção por PCR (polimerase chain reaction) de várias estirpes de agentes infecciosos muito interessantes (que não este, a não ser nesta fase inicial em que é preciso mostrar rentabilidade, e que serve de delicioso pretexto); vamos equipar as nossas Unidades de Cuidados Intensivos (e improvisar Cuidados Intermédios) com óptimos ventiladores de última geração, seringas infusoras para substituir as obsoletas, aparelhagem de ventilação não-invasiva, infra-estruturas para (finalmente...) acolher os doentes com gripe (as sazonais também, que vão continuar a acontecer), e até SAG's à discrição, que espero tenham vindo para ficar, também com regularidade sazonal. Cabe-nos a nós não deixar extinguir, no futuro, estas úteis infra-estruturas, mas pelo menos o material será seguramente para ficar.
Enfim, com um pouco de sorte, e se nenhum epidemiologista cretino se lembrar, a troco de 2 minutos de fama num qualquer canal de televisão, de me dar cabo das férias que ainda não gozei, até pode bem ser um dos melhores invernos dos últimos anos.
E para isso basta deixar os politiqueiros que estão à frente das várias ARS's por esse país fora, sedentos de cumprir as directivas dos seus "superiores" de forma completamente acrítica, com extremo zelo pela despesa que vai servir de argumento numa qualquer campanha perto de nós, abrir bem os cordões à bolsa.
A população, essa que vai mesmo ficando doente todos os anos, com aquelas doenças que a vai realmente apoquentando e matando todos os anos, agradece o esforço, independentemente do argumento que o motiva.
É caso para concluir com um: "Grip' Grip', Hurra!!!".

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Figuras de Estilo

Sempre interessado por figuras de estilo no liceu, distinguia-me por alguma qualidade nas composições/redacções livres, por sinal apreciadas pelos sucessivos professores de Português de então.
Eu era um "rei" das hipálages, metáforas e afins.
Com o tempo, malogradamente, veio a bruma conceptual sobre todas estas identificações semânticas, e não sei bem o que chamar a muitas delas nos dias que correm.
E é, apesar de tudo. um clássico do meu dia-a-dia (e de qualquer um?).
O português médio é colocado sob tensão por uma série de disfunções nos diferentes sistemas em que se desloca, e chega a mim muitas vezes prestes a descompensar.
Quando eu vejo um doente, muitas vezes, ele está farto de esperar na sala de espera, farto de esperar pela consulta do médico de família, farto de esperar pela resolução do seu problema pelos diferentes médicos a que foi, farto de ser reencaminhado para outros médicos, farto de esperar que o atendam na Saúde 24, tem familiares fartos disto tudo, tem familiares fartos de não verem o problema dele resolvido, fartos de não saberem o que se passa, ou fartos de não o verem institucionalizado num sítio qualquer, fartos de saberem que o prognóstico é fechado e que não se esperam melhorias, fartos de esperar por um doloroso desfecho, só ultrapassado pelo tempo que medeia até lá. Depois, o doente fica farto de esperar pelos exames, farto de esperar pela próxima consulta, farto de não ser o foco exclusivo de atenção do médico, farto de não ver o seu problema resolvido naquele momento, farto de ver que lhe estão a sugerir outro circuito, outros remédios, outras explicações, ou as mesmas....
O médico, esse, fica farto de assistir a este filme, sempre o mesmo, vezes sem conta.
Por isso é que gostava de saber como se chama à figura de estilo que começa por este clássico, ou algo muito parecido: "Não quero que se sinta ofendido, mas deixe-me dizer-lhe que...".

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Diálogos VII

-O seu pai tem alta, está tudo bem com ele.
-Obrigado doutor. Onde é que ele está?
-Não é este senhor aqui?
-Não.
-Lamento, foi engano, eu chamei foi os familiares deste senhor....
-Está bem. Mas com o meu pai, está tudo bem?
-Quem é o seu pai?
-xxx
-Hummm, eu não sou o médico que o está a ver.
-É sim. Falei consigo quando chegámos há umas horas atrás.
-Ah... (clicando no computador de parede). Estou a ver.... Repita lá o nome do pai....
-xxx
-Pois é, ele ainda está a aguardar exames. Mas estava tudo bem com ele há bocado.
-Posso ficar com ele uns instantes?
-Sim senhora, se a Enfª o permitir.
-Onde é que ele está?
-Não o está a ver aqui no balcão?
-(...) Não.
-Então espreite lá no corredor....
-(...) Não. Não o vejo.
-Bom, há de estar nos exames então.
-Ainda?
-Acho que sim. Espere lá... Sr Auxiliar! Pode ajudar esta Sra a encontrar o pai dela?
-Concerteza Dr. Como é que ele é?
-85 anos, sexo masculino.
-É um senhor de óculos e bigode?
-(virando-me para a filha) Tem óculos e bigode, o seu pai?
-(a filha, descrente) Deixe lá, eu vou procurá-lo....

Mortalidade Directa

Antes que algum pasquim se apodere destes números que nos chegam do hemisfério Sul, esclareço.
As gripes têm mortalidade directa e indirecta:
-A directa é aquela cujo responsável é, "directamente", o vírus, isto é, o influenza a provocar, neste caso, sobretudo (para efeitos de mortalidade), pneumonites virais;
-A indirecta, que contribui praticamente em exclusivo para a mortalidade real das epidemias e pandemias de gripe, deve-se às sobre-infecções bacterianas de doentes com gripe, e às descompensações de doenças crónicas de que muitas pessoas são portadoras (insuficiências cardíacas, doenças pulmonares crónicas, doenças imunossupressoras ou que carecem de tratamento imunossupressor, e por aí fora...).
Por isso, quando ouvirem ou virem escrito que o vírus da gripe A tem 100 (!) vezes mais mortalidade directa que o vírus da gripe sazonal, não emigrem logo para as Desertas.
Não é que não seja verdade, mas....
Saiba antes que estamos a falar de uma mortalidade directa de 1 em cada 10.000 infectados (ou seja, se os 10.000.000 de portugueses forem infectados: 1000 mortos), em contraponto com a mortalidade directa de 1 para 1 milhão que a gripe sazonal ostenta (e que seria, por isso, e novamente caso todos os portugueses se infectassem anualmente com essa gripe, responsável por 10 mortos, dos vários milhares que acabam por falecer "indirectamente" devido às gripes). Mas é verdade matemática: 100 vezes mais.
E saiba ainda que os números a partir dos quais se inferem estas "taxas" são, necessariamente, pequenos. No caso da Nova Caledónia francesa, por exemplo, inferiu-se tal mortalidade porque morreram 7 doentes, presumivelmente sem comorbilidades ou outras infecções DETECTADAS, entre 70.000 INFECTADOS. Por outras palavras: fraca estatística.
Em suma, quando ouvirem estes números, não se esqueçam: continua a ser, apenas, uma gripe parecida às que nos assolam todos os anos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ah, e de uma vez por todas...

A da Esquerda: pessoas doentes
A da Direita: pessoas sãs

sábado, 22 de agosto de 2009

Vá Lá, Pelo Menos Já Não Temos Que Os Contar...

Ponto de situação do vírus da gripe A - 20/08/2009 - 18h45

Selo da República

Portugal contabiliza, desde o início de Maio, um total cumulativo de 1870 casos confirmados de Gripe A (H1N1).

Portugal contabiliza, desde o início de Maio, um total cumulativo de 1870 casos confirmados de Gripe A (H1N1). A maioria das infecções pelo vírus H1N1 da Gripe A tem um quadro clínico benigno, pelo que se estima que mais de 90% da população portuguesa não necessite de internamento hospitalar e possa ser tratada na sua residência.

Aliás, é importante salientar que a maioria das pessoas que contraiu esta infecção já está curada e retomou a sua vida diária de forma absolutamente normal.

O número de casos positivos registados nas últimas semanas revela uma alteração na evolução da infecção que exige um novo conjunto de respostas.

A fase actual passa a estar centrada no tratamento dos doentes com sintomas gripais e, já não, na contenção da transmissão.

A partir de hoje o Ministério da Saúde realizará análises (apenas) aos doentes cujo quadro clínico o justifique. A vigilância epidemiológica da Gripe, que permite conhecer a forma como o vírus está a evoluir na população, vai passar a ser feita por metodologia Sentinela, que já é responsável por esta vigilância em relação à gripe sazonal.

Para garantir a proximidade do atendimento, todos os centros de saúde estarão preparados progressivamente, à medida das necessidades de cada região, para atender pessoas com suspeita de gripe. Este processo deve estar concluído até ao fim de Agosto e o encaminhamento dos doentes é também efectuado pela Linha Saúde 24.

Estes locais estão preparados para atender e tratar os sintomas gripais, independentemente do vírus em causa, e devem manter uma vigilância mais próxima destes sintomas em grupos de risco: grávidas, crianças com menos de um ano de idade, pessoas com asma, obesos e pessoas com o sistema imunitário diminuído.A partir de hoje, a realização de medicação preventiva passa a estar indicada para pessoas que integrem os grupos de risco referidos que sejam um contacto muito próximo de doente com gripe.

(...)

A administração de medicação específica, nomeadamente de antivirais, mantém-se sujeita a critérios exclusivamente clínicos, ou seja, por decisão dos médicos que vão avaliar os doentes.

A existência de situações clínicas graves é esperada numa minoria da população e todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde que prestam cuidados diferenciados - sejam ou não de referência para a Gripe A -, têm condições para acolher e tratar estes doentes.

(...)

O Ministério mantém o alerta aos cidadãos para, em caso de sintomas de gripe, contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as indicações que lhes são dadas.

(...)

O Ministério da Saúde faz, semanalmente, o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no seu site (http://www.portaldasaude.pt/). A mesma informação pode também ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção‐Geral da Saúde (http://www.dgs.pt).

Lisboa, 20 de Agosto de 2009

Ou seja:

-Atrasados, mas lá nos convencemos institucionalmente que isto de fingir contenções de vírus não passíveis de ser contidos, para mais sendo altamente benignos (como todos os indicadores sempre pareceram apontar), não faz lá grande sentido;

-Lá vamos nós então começar a tratar a gripe como... uma gripe;

-Só falta mesmo riscar de vez essa coisa do Tamiflu, mas já aparece com discrição a meio deste longo texto;

-Os desejos de uma boa gripe, bem controlada com anti-inflamatórios, anti-piréticos e analgésicos, com poucas mialgias e outros sintomas incomodativos que tal, são os meus sinceros votos;

-E, acreditem que falo por experiência própria, o pior mesmo que podem fazer por vocês próprios nessa altura é juntar aos incómodos gripais os de uma longa espera num qualquer estabelecimento de saúde apinhado de gente pateta, desde utentes (neste caso como vós) a alguns colegas meus mais histriónicos com estas coisas de microorganismos, que não tardarão em olhar-vos como leprosos, pretendendo esconder-se e esconder-vos atrás de máscaras e batas, na continuação desta triste encenação carnavalesca que temos vivido....

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pérolas sobre Porcos

Situaçãozinha, no dia 19/Agosto/2009:
Casos de gripe confirmada até hoje (EUA+EFTA): 40.156
Mortes: 63
Mortalidade: 0,15% (3 doentes em cada 2000 infectados CONFIRMADOS)
Em Portugal e Allgarve: 1634 casos confirmados
Mortes: 0