segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Ilicitudes I
Aquele ou aquela que, estando de presença num determinado Serviço de Urgência, pago tal como os demais por lá presentes por força da escala do dia, decide trabalhar menos que os outros, e pior que os outros, obrigando-os por sua vez a suportar o fardo de um elemento inútil e gerador de ainda maior sobrecarga de trabalho.
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
IVG?
Nada contra, em termos de conceito de "vida fetal". Nesse campo entram as convicções pessoais, e a minha é a de que o direito à vida começa quando a vida independente é viável (ou seja, nunca antes das 20 e tal semanas).
Desde que os direitos do pai biológico sejam respeitados (ou tem uma palavra a dizer, se for caso disso, e se disser não a mulher não aborta; ou não tem uma palavra a dizer, e se disser não desvincula-se das responsabilidades imputáveis a um pai biológico nos dias de hoje).
Desde que não implique o recurso ao SNS.
Porque a gravidez é da responsabilidade dos... responsáveis. E não de todos nós (há meios eficazes de a evitar). Logo, o aborto em estabelecimento próprio deve ser exclusivamente do encargo de quem não tomou as devidas precauções.
Porque há listas de espera, e estamos a falar de Ginecologia e Obstetrícia, para cirurgias a neoplasias da mama, do útero, dos ovários, e para uma série de outros procedimentos que, até estarem assegurados a todas que delas precisam (e estamos a falar de situações que não decorrem de outra coisa senão a fatalidade da doença...), não devem nunca ser ultrapassadas por aquilo que é consequência de um acto irreflectido. É da mais elementar justiça. Logo, abortos voluntários dentro do prazo, para já não.
É mais ou menos essa, a posição deste blog.
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Juramento dos Hipócritas - Post 1
Este é um post estreante.
Juramento dos Hipócritas, em defesa dos que o não são, entenda-se.
Isto para que se desiludam desde já os que julgam vir a encontrar aqui um blog anti-médico ou algo dentro desse género.
Mas que os há, há, e denigrem uma classe maioritariamente altruista, trabalhadora, e servidora do público o melhor que sabe, e sabe muito. São diversas estatísticas que o mostram.
São muitos? Nem tantos? Certamente demais.
E aqui vou escrever na tranquilidade do anonimato, um pouco sobre tudo aquilo que me for apetecendo, conforme a disposição do momento.
Hipócritas são, por exemplo, os que julgam poder diferenciar a eficácia de um medicamento empiricamente. A Medicina é uma ciência, rege-se pelos seus preceitos, e é aberrante ouvir-se um médico recusar-se a prescrever um genérico porque "acha" que a sua eficácia é menor, relativamente a um medicamento de marca x.
Cabe ao Infarmed zelar pela eficácia dos fármacos que comercializa ou deixa comercializar. Aos médicos cabe prescrever o nome da substância que quer, na dosagem que quer, na forma galénica que quer e na quantidade que quer. Apenas.
Sob pena de, com toda a propriedade, se levantar a lebre da excessiva promiscuidade desses com a indústria farmacêutica.
Hipócritas são, por exemplo, os que recusam o controlo de horários por meios eficazes, com o pretexto de tal ir "prejudicar o doente", ou do exercício da profissão não se coadunar com tal controlo.
Quem cumpre horário nada tem a temer. É pois uma vergonha para uma grande parte da classe esta tomada de posição das instituições que a "representam".
São inaceitáveis certas promiscuidades entre o público e o privado, demasiado frequentes.
São inaceitáveis certos vícios de funcionamento das instituições públicas, que permitem que lado a lado convivam os que trabalham e se esforçam, com os que nada fazem. Sem os primeiros serem recompensados nem os últimos penalizados.
(...)
Isto é uma amostra, agora vou-me deitar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)